Garota de 18 anos sofreu com gravíssima psoríase por causa da gravidez

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Ao engravidar, Chloe Lynam, de 18 anos, desencadeou uma condição dolorosa que deixa sua pele sangrando e rachada. Porém, a medida que a gravidez avançava, ela foi observando enormes feridas pela pele. Quando seu filho nasceu, mais da metade de seu corpo estava coberto de feridas dolorosas.

Devido ao seu estado, ela foi proibida de abraçar seu filho, Jacob, ou cuidá-lo devido a sua condição. “Eu era incapaz de trocar a fralda do meu bebê porque doía muito. Eu só queria chorar o tempo todo“.

Chloe acredita que essa reação foi desencadeada por alterações hormonais quando ficou grávida. Ela conta que gritava de dor e sentia incomodo em todas as partes do seu corpo. “Foi uma coceira tão forte que a minha pele estava rasgando”, lembra.

A primeira vez que Chloe notou as manchas vermelhas ela estava nos primeiros estágios da gravidez. As manchas pruriginosas começaram a cobrir seu corpo e a provocar dor. O problema ainda piorou quando Jacob nasceu, quando metade do seu corpo estava coberto de feridas.

Os médicos então a diagnosticaram com a psoríase – uma doença de pele incurável que pode começar em qualquer idade. Há seis meses ela começou o tratamento com luz UV. Desde que se submeteu a terapia no hospital, Chloe tem notado melhorias na sua pele.

Alterações hormonais, especialmente nas mulheres, podem desencadear condições dolorosas na pele. As mulheres grávidas têm níveis mais altos de hormônios, afim de aumentar o suprimento de sangue para o útero e os seios, enquanto o aumento da progesterona ajuda a ativar os músculos do útero para relaxar e ajudar no desenvolvimento do bebê.  

“É triste saber que eu nunca vou me livrar da psoríase e que a qualquer momento ela pode voltar. A psoríase não apenas ferir no exterior, dói muito no interior e eu estou esperando que um dia possa ser encontrada a cura”, lamenta.

Chloe não podia realizar as tarefas diárias habituais, inclusive a de levar o seu filho a natação. “Espero que eu ainda possa levar meu filho para nadar e voltar a ser uma pessoa confiante”, comenta.

A garota conta que estranhos também faziam diversas perguntas sobre suas condições. “Lembro-me de uma vez eu revirei os mangas e me perguntaram se eu tinha tido uma reação alérgica a alguma coisa. Outras vezes queria saber o que tinha acontecido de errado comigo. Essas coisas são difíceis de serem explicadas para alguém que não entende”.

A mãe de Chloe também sofreu com a mesma doença no passado e pode ajudá-la a não se abater com as provocações. “Minha mãe também teve psoríase durante 18 anos desde que ela deu à luz a mim. Eu e minha mãe sempre nos apoiamos e a ligação entre nós está melhor do que nunca. Eu não teria sido capaz de passar por isso, bem se não fosse a ajuda da minha mãe“.

Segundo o professor Chris Griffiths, da British Skin Foundation, “a psoríase tende a aparecer e desaparecer de forma imprevisível e pode desenvolver em qualquer idade. Ela aparece como manchas rosas ou vermelhas com escamas prateadas brancas, conhecidos como placas”, explica. “As placas de psoríase geralmente aparecem nos joelhos, cotovelos, tronco e couro cabeludo, mas não são exclusivos para essas áreas”, completa. A doença pode surgir a partir da predisposição genética e de causas ambientais, como amigdalite, faringite, stress e alguns medicamentos.

jornalciencias

13/10/16

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