Marqueteiro azarão Mourinha derrota os cinco candidatos a prefeito virando Mick Jagger alagoano

mourinha

Não temos notícias de fato semelhante, pelo menos na recente história política de eleições municipais em Alagoas, de um marqueteiro colecionar tantas derrotas como as que aconteceram este ano com o aprendiz em Marketing Político Claydson Moura – popularmente chamado Mourinha‘.

Os cinco candidatos a prefeito para quem ele trabalhou e mais um para a Câmara Municipal de Maceió, o Edlucio, foram todos derrotados nas urnas.

Na cidade do Pilar, Mourinha torrou a verba política que o peemedebista Carlos Alberto Canuto (PMDB) tinha para a campanha. Foi dele a brilhante ideia de colocar Canuto numa tenda para despachar com o povo pilarense, uma estratégia avaliada como fiasco. Seu candidato sofreu uma tremenda derrota para o tucano Renato Filho, que teve como marqueteiro Tadeu Lima.

Em São Miguel dos Campos, outra derrota situacionista do prefeito George Clemente (PSB). Ele tinha lançado o vereador Jó Clemente (PDT), com potenciais apoios como o do usineiro Fernando Farias; do secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias; empresário Nivaldo Jatobá; ex-governador e deputado federal Ronaldo Lessa, o governador Renan Filho e os senadores Renan e Collor. Mas quando as urnas foram abertas o azarão Pedoca (DEM) e o seu vice, Geraldo Lessa (PMDB) foram os vitoriosos. Eles eram apoiados apenas pela advogada Maria Helena Jatobá e contaram como discurso forte do presidente estadual do DEM, José Thomaz Nonô.

O marqueteiro-mor de Jô foi o azarão Mourinha.

A síndrome da maldição do aprendiz de marqueteiro Claydson Moura ” Mourinha” também pegou o favorito da eleição em Marechal Deodoro, Junior Dâmaso (PMDB), que perdeu para seu ex-aliado e adversário do prefeito Cristiano Matheus, o vereador Cacau (PSC).

Em Maragogi, Fernando Sérgio Lira (PP) andou tendo umas reuniões com Mourinha. Mas uma alma protetora o avisou para deixar o azarão livre para o peemedebista – Marcos Madeira, que perdeu este ano a hegemonia de 12 anos de mandatos na prefeitura.

Salvo pelo gongo, Lira saiu-se vitorioso no pleito, para assumir seu terceiro mandato de prefeito e quem terminou como marqueteiro foi Tadeu Lira.

Em Maceió, Mourinha já foi desligado do segundo turno pela turma do Palácio Zumbi dos Palmares, que apoia o candidato Ciço Almeida.

O marqueteiro conseguiu destruir todo esquema de popularidade do Ciço nas periferias. Para quem não sabe Mourinha foi o idealizador do grande desafio de Almeida no debate da TV Pajuçara sobre a Mafia do Lixo. Outra falha do aprendiz de marqueteiro no comitê de Almeida ocorreu na propaganda de rua. O candidato tinha acertado a contratação de mil bandeirinhas, mas quando mandou contar só foram às ruas 400. Para agravar a situação veio a greve dos contratados, que cruzaram os braços por não terem recebido o pagamento do Ciço Almeida e ainda fizeram protesto na porta do escritório do PMDB em Alagoas.

A escola de sucesso do Mourinha foi apenas o período que trabalhou com  o deputado federal João Calda – pai do JHC, que preferiu não ficar com ele na sua disputa pela prefeitura de Maceió.

Depois se ancorou no menino rico Zezeco, em Barra de São Miguel, onde se achou o “bam-bam-bam” em Marketing Político. Mas sua estreia parece ter morrido por aí.

Nas outras campanhas que trabalhou seu desempenho foi um fiasco e, por isso, hoje nas rodas políticas ele ficou conhecido como o “Mick Jagger” dos alagoanos.

bernardino-assinatura

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