Motorista se revolta ao receber multa que desafia a física: Incompetência

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Um morador de Santos, no litoral de São Paulo, ficou revoltado ao receber uma multa de trânsito aplicada por um agente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) dizendo que o veículo dele estava estacionado em um local irregular. O curioso, no entanto, é que no mesmo dia e horário da infração o carro estava a mais de 250 km de distância da cidade, quase na divisa com o Paraná. O proprietário do veículo recorreu da decisão, mas “a defesa não foi acolhida”.

Segundo o advogado Bruno Calabrez Furtado, proprietário do veículo, a infração recebida por ele desafia até mesmo as leis da física. “Como um veículo pode estar em dois locais ao mesmo tempo?”, questiona.

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A suposta infração aconteceu às 15h50 do dia 22 de outubro do ano passado. A notificação recebida pelo dono do veículo aponta que o carro dele estava estacionado em local e horário proibidos, na altura do número 34 da rua Galeão Carvalhal, em Santos.

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Cajati fica cerca de 250 km de Santos, SP
(Foto: Reprodução / Google Maps)
Chama a atenção, porém, que na mesma data e horário que o veículo foi multado no litoral paulista, a mãe do advogado conduzia o carro na rodovia Régis Bittencourt (BR-116) retornando de uma viagem ao Paraná. “Por sorte tenho o sistema de pagamento de pedágios ‘Sem Parar’ e pude comprovar que o veículo estava no Sul do país, mas a CET absurdamente negou o provimento ao recurso”, reclama.
Pelo histórico emitido pelo sistema eletrônico ‘Sem Parar’, o carro do advogado passou às 15h17 pelo pedágio de Barra do Turvo, na região do Vale do Ribeira, interior do Estado, sentido São Paulo. Já às 16h25, do mesmo dia, ou seja, 35 minutos após ser multado em Santos, o carro passou pelo pedágio de Cajati, distante mais de 250 km da cidade do litoral.

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Negado
Apesar de identificar o condutor e protocolar a defesa da autuação dentro do prazo e com os devidos documentos comprobatórios, o pedido de Furtado não foi “acolhido”.
“Não sei o que está acontecendo. Pode ter sido clonado ou não [o carro], mas também pode ser incompetência ou algo que não sabemos, mas é estranho e deixa uma desconfiança nos órgãos públicos, já que eu provei e tenho solidez nas provas. Estou tentando ainda as imagens das câmeras da rodovia para anexar no próximo recurso”, acrescenta.
Cabe recurso
Já a CET informou em nota que o acolhimento da defesa prévia da autuação analisa apenas a formalidade do auto de infração, ou seja, se o documento foi preenchido errado. Segundo a Companhia, o indeferimento do recurso cabe ao JARI, em uma instância posterior, por isso o o proprietário deve se defender da multa na Junta Administrativa.

G1

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